Mediação tecnológica da leitura em adolescentes: revisão sistemática de estratégias e resultados em contextos escolares
DOI:
https://doi.org/10.18861/cied.2026.17.1.4235Palavras-chave:
mediação tecnológica, leitura adolescente, estratégias digitais, ensino médio, ferramentas educacionaisResumo
Esta revisão sistemática, realizada conforme a metodologia PRISMA 2020 e em estrita consonância com o marco metodológico de revisões de escopo desenvolvido por Arksey & O'Malley, sintetizou 30 estudos (2020-2024) para avaliar o impacto de estratégias tecnológicas —plataformas interativas, gamificação e aplicativos educacionais— na compreensão leitora, motivação e hábitos de adolescentes (12-18 anos). A análise identificou cinco dimensões-chave: (1) estratégias de mediação (scaffolding pedagógico digital), (2) plataformas e ferramentas (redes sociais, YouTube, videogames), (3) fatores influentes (capital cultural, autoeficácia, mediação parental), (4) habilidades desenvolvidas (letramento crítico, informacional e multimodal), (5) contextos e desafios (equidade, formação docente, integração curricular). Os resultados demonstraram que a tecnologia melhora significativamente o engajamento e a compreensão leitora quando implementada com um design pedagógico intencional, e não apenas como acesso digital. Intervenções bem-sucedidas combinaram interatividade, autonomia do estudante e apoio contínuo do professor. Esses achados permitem abrir a discussão sobre a tecnologia como um ecossistema transformador para a leitura adolescente, cuja efetividade real não depende da ferramenta em si, mas da existência de uma mediação estratégica, de condições equitativas de acesso, e de uma capacitação docente robusta que previna o surgimento de brechas na apropriação crítica.
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